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segunda-feira, 12 de maio de 2008

DJ Club Bar / Projeto Sound

Quem não esteve na DJ Club no último sábado (03/05) perdeu uma das noites mais divertidas e dançantes já discotecada. A casa teve nas pick ups um convidado especial Charly Coombes, guitarrista da nova turnê da banda inglesa Supergrass, com um set especial de rock: pura nostalgia!

Ainda, durante a noite, discotecaram os pratas da casa: Rafael Perrotta e Ge Rodrigues.

Da 0 hora às 8 da manhã uma viagem musical que ia desde clássicos como Led Zeppelin à Kiss, indies de Franz Ferdinand à Le Tigres e os anos 80 de Depeche Mode, New Order e The Cure.

Mas não fique frustrado se você perdeu, pois o Projeto Sound é realizado todos os sábados pelos DJs residentes Rafael Perrotta e Ge Rodrigues.

Confira! A diversão é garantida!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

In memoriam 2


35 mil pessoas é um número considerável?

Sábado, 07 de setembro de 1994: após 3 anos sem tocar em São Paulo, tempo em que ficaram excursionando pela América Latina (valendo até disco de ouro e de platina na Argentina), Os Paralamas do Sucesso levam 35 mil pessoas ao Vale do Anhangabaú.

É pouco?

Nunca vi tanta gente junta no Vale! E ainda dançando!

Show memorável promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. Por isso o meu protesto: Cadê os shows do Vale?

Pra quem não sabe os Paralamas é formado por Herbert Viana, vocal e guitarra, Bi Ribeiro, baixo, e João Barone, bateria.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Comunicado

Sempre gostei de escrever, não que eu tenha algum talento (rs), mas sempre acreditei que todos deveriam escrever algo, seja para o próprio prazer ou desenvolvimento pessoal.

O prazer da escrita me foi dado por outro prazer, o da leitura. Eles atuam em conjunto, como a dupla dinâmica (rs)!

Durante minha trajetória pelos colégios estaduais tive poucas oportunidades de escrita, pude escrever um pouco mais durante outra trajetória: a dos cursinhos pré-vestibulares. Lá aprendi algumas técnicas mas, talvez, não pude assimilá-las como gostaria em virtude da correria para colocar em dia tudo o que o Estado não me ensinou.

Em janeiro desse ano decidi que deveria escrever. Seja o que for deveria escrever! Então decidi por iniciar um blog, algo simples sem pretensões, embora tenha aproveitado a oportunidade para dar uma guinada na minha escrita, ainda assim seria algo leve. Ocorre que o prazer tomou tamanha dimensão que resolvi escrever ainda mais. Por isso tomei a decisão de voltar ao projeto inicial do
Ticket Cult, de escrever somente sobre shows, cinema, teatro e exposições, sempre usando como base os ingressos. Estava desvirtuando o projeto original (rs)!

A partir de abril estréio outros dois blogs:

Á Comédia do Poder: comentarei sobre política e economia – que são assuntos que eu adoro vasculhar nos jornais. O nome é uma homenagem ao ótimo filme homônimo de Claude Chabrol.

Ágora Shazam!: aqui vou falar de tudo. O nome eu tirei das antigas praças gregas, onde havia assembléias de discussões, e juntei com o nome do personagem da
DC Comics, que são as iniciais de deuses e semi-deuses gregos – claro que é pretensioso demais querer os poderes individuais de cada um deles para usar num blog mortal (rs)!

É isso aí pessoal (rs)!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Arthur C. Clarke


16/12/1917 - 18/03/2008


Morreu ontem, aos 90 anos, vítima de parada cardiorrespiratória, Sir Arthur Charles Clarke, o criador de uma das maiores obras de ficção científica: “2001: Uma Odisséia no Espaço”. O livro foi publicado em 1964 e em 1968 ganhou uma filmagem homônima dirigida pelo genial Stanley Kubrick.

Clarke publicou mais de uma centena de livros cujos temas eram sempre o espaço, o futuro e a ciência. Suas obras sempre traziam previsões futuristas embasadas na ciência.

Além de escritor Arthur Clarke também era renomado cientista. Um de seus trabalhos mais importante é o conceito de órbita geoestacionária, também conhecida como órbita de Clarke, que mantém os satélites em posição fixa em relação ao solo.

Em sua homenagem deixo aqui uma de suas frases mais célebres:

“Tenho certeza de que o Universo está cheio de vida inteligente. Só que ela é inteligente o bastante para não vir aqui”.

Sir Arthur Charles Clarke

segunda-feira, 17 de março de 2008

Somewhere Back in Time




1985, 1992, 1996, 1998, 2001, 2004 e 2008

Logo que os ingressos começaram a ser vendidos, em dezembro, não demorou muito para que em menos de uma semana já estivessem esgotados.

Dezembro passou! 2007 acabou! Então chegou 2008! Aí começou a tortura: janeiro, fevereiro e enfim março!!!!

Dá para notar o quanto fiquei ansioso ao longo desses quase 3 meses por não ter conseguido meu ingresso para o show do Iron. Também pudera ouço e gosto dos caras desde os meus 9 anos.

A história começa assim: em 1986 meu pai adoeceu e devido a um câncer ficou internado alguns meses. Infelizmente, logo após esse período ele faleceu. Por causa disso eu e meus dois irmãos, menores, passamos uma temporada na casa da minha irmã mais velha, filha do 1º casamento de meu pai.

A tristeza dessa perda me levou a passar as horas ouvindo música. Era a única maneira de meus pensamentos sumirem e o meu corpo ficar numa espécie de torpor, anestesiando a dor que eu não conseguia suportar.

Meu sobrinho, mais velho do que eu, tinha muitos discos e fuçando neles foi então que eu me deparei com um assustador: era “The Number of the Beast”!

Ver um demônio sendo manipulado por uma caveira, que me lembrava à morte, na capa do disco me chocou! E de alguma forma aquilo me despertou uma curiosidade! Foi assim que eu comecei a ouvir Iron Maiden!

Como esse blog trata de memórias a partir de tickets não podia deixar de contar essa história porque ela é marcante e é a partir dela que eu estava ali em frente ao Parque Antártica em busca do meu ingresso. No final eu o consegui das mãos de um interiorano, de São Paulo, que tentava vendê-lo a um cambista. Paguei o dobro por ele, e mais 2 cervejas, deixando o cambista furioso. (hahahahahahaha)

Abertura

Pontualmente às 19 horas Lauren Harris – nem preciso dizer de quem ela é filha (rs) – e sua banda abriram o show. Tocaram por cerca de meia hora. A banda até que se esforçou para animar o público mas a euforia por Iron era tão grande que não ajudou muito.

O som era regular. Nada demais! O estilo era um heavyzinho, com pitadas de Hard Rock, bem fraco.

Iron Maiden

Então Winston Churchill discursa: começa Aces High! Explodi de alegria! Naquele momento nada mais importava. Deixei de lado as frustrações, as tristezas e as decepções. Assim como eu o público delirava, nem nos importamos com a falha do microfone do Bruce nem com a chuva que caia. Era tanta energia que se cada fã fosse uma bomba de nêutrons e o palco fosse uma atômica o mundo tinha acabado.

Em seguida vieram as músicas Two Minutes to Midnight e Revelation: cantávamos em coro com os braços erguidos saudando uma das maiores bandas de heavy metal. Ao final delas Bruce entra vestido de soldado inglês com a bandeira do Reino Unido e grita: “The Trooper!”. "Puta que pariu!" Desculpe o palavrão mas foi isso que senti quando a música começou.

Wasted Years me fez perder o fôlego!

Can I Play With Madness me fez rir e lembrar que eu estava de camiseta rosa no meio de uma massa de camisetas negras. Eu não havia saído de casa e por isso não estava apropriado. Também não podia gastar mais comprando uma. Pouco me importava se eu destoava de todos, estava ali apenas para ouvir os caras!

The Rime of the Ancient Mariner foi para mim a maior surpresa! Nunca imaginei ouvir isso ao vivo! E se o Iron tocasse apenas essa música eu já me dava por satisfeito!

Powerslave eu ouvi calado me concentrando apenas nos riffs de guitarra.

The Number of the Beast, Heaven Can Wait, Run to the Hills e Fear of the Dark formaram a seqüência mais cantada e eufórica de todo o show.

E como tudo que é bom acaba! Veio Iron Maiden, essa teve o Eddie desfilando pelo palco. E no refrão eu me esgoelava!!!

O bis foi divertido e interessante com Moonchild, The Clairvoyant e Hallowed be thy Name mas faltou Flight of Icarus para fechar a noite, o show e a turnê. Entretanto se a promessa do Bruce se cumprir em 2009 eu estarei lá para ouví-la, ver as explosões e os bonecos!

Vida longa ao Maiden!!!
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